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Perder Barriga Vai Muito Além de Atividades Físicas

"Maria Maria Alice" (2018-04-30)

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Sentados em círculos, centenas de índios xavantes pintados de vermelho observam o banquete reunido no chão. Mal amanhecia o dia, contudo todos passaram as últimas doze horas de pé, dançando e cantando, na comemoração que encerrava um ritual sagrado que só ocorre a cada quinze anos. É hora de repor a energia, mas no banquete quase nada remete à dieta habitual indígena. Há incontáveis pacotes de pão de forma, farinha de trigo, bisnagas, bolos de caixinha e muito refrigerante. Eu não poderia esquecer-me de nomear um outro site onde você possa ler mais a respeito, talvez agora conheça ele contudo de qualquer maneira segue o link, eu gosto muito do conteúdo deles e tem tudo haver com o que estou escrevendo nesse post, veja mais em As Páginas Da Web Relacionadas.


Famosos pela grande força física e pela veia guerreira, os xavantes estão sucumbindo diante de uma doença silenciosa: o diabetes. A epidemia é efeito dessa alteração drástica pela alimentação dos indígenas, que abandonaram comidas habituais, como batata-adocicado, abóbora e mandioca. O superior vilão, entretanto, é a "ödzeire", ou "água adocicado", pela língua xavante. O refrigerante virou um vício. A preferência é na Coca-Cola, contudo o valor inibe a compra. Assim, recorrem a marcas mais baratas.


  • Duas fatias de queijo branco

  • Morangos com creme de leite

  • A dieta Detox Melhorar o sono

  • um batata média cozida (sessenta e oito calorias)

  • três fatias de tomate

Metade dos mais de quatro.000 indígenas que vivem nessas duas terras estão obesos. Domingos Mahoro, 58, cuja mulher morreu de diabetes há um mês. Quando os xavantes chegaram à aldeia de Sangradouro, no município de General Carneiro (MT), em 1957, eram delgados, magros e fortes. Originalmente nômades, as primeiras fontes aos xavantes remetem ao século dezoito, pela dessa forma província de Goiás. Vieira Filho visita as aldeias anualmente desde 1976. Ainda naquela década, a Funai montou o "Projeto Arroz" pra reverter a escassez de alimentos. O arroz integral da roça foi deixado de lado. Entre os anos 1980 e 1990, chegou o refrigerante. Nos anos 2000, o governo enviava cestas básicas com goiabada, açúcar, macarrão, farinha.


Isso causou um desequilíbrio no corpo humano dos xavantes. Segundo Vieira Filho, são propensos à obesidade e ao diabetes visto que construíram um aparelho genético que retém energia, vital para tempos de escassez alimentar. Aposentadorias e o Bolsa Família facilitaram o acesso à cidade mais próxima, a 50 km de Sangradouro, e sua multiplicidade de comida industrial. Com uma prancheta, o técnico em enfermagem Constâncio Ubuhu, 39, caminha pelas aldeias anotando os índices de glicemia. Ao lado de cada nome, o número: 200, 300, 400, até 600 mg/dl.


O índice normal é considerado abaixo de 100 mg/dl. Rosalia Ro'odzano, cinquenta e dois, teve a perna amputada. Angélica Wautomorewe, sessenta, tinha uma sede irresistível. Um dia, acordou numa UTI -ficara um mês em coma. Ela diminuiu o açúcar e baixou a glicemia. No entanto prefere as ervas naturais à insulina. O defeito dos indígenas é o mesmo dos brancos: a tentação. Paulo Rawe, 51, há dois anos com diabetes. A estrutura escassa assim como dificulta a precaução. O posto de saúde da aldeia principal está fechado há anos. Nas casas claro de alvenaria, feitas ao tipo convencional, há geladeira e Televisão, porém não há banheiro nem sequer água corrente. As criancinhas sofrem com o descontrole nutricional.


Os garotos nascem com mais de cinco quilos, diversas vezes com deficiências físicas, como lábio leporino e sem orelhas. Abortos e diabetes em adolescentes também são comuns. Segundo Vieira Filho, a solução é retornar à alimentação tradicional e adquirir novos hábitos. Algumas roçAs Páginas Da Web Relacionadas, diz, de imediato são replantadas. E suprimir radicalmente o refrigerante. A esperança depositada nos mais jovens é grande, entretanto não são poucos os pais que continuam a alimentar os filhos com a bebida açucarado que, segundo alguns indígenas, "derrete a língua". Em 2014, a cada 3 dias, uma menina xavante morreu.



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